segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ou ou, ora ora, quer quer


As coisas são assim: no fim, ou a gente acertou ou a gente errou! Não há um meio termo, ou é isso ou é aquilo, e muito disso passa a incomodar quando a frequência dos erros é significativa. A gente nunca quer as coisas do jeito que elas nos são dadas, pelo simples fato de seus defeitos serem muito mais aparentes do que as qualidades; a gente procura todos os meios possíveis a fim de escapar daquilo que parece ter grudado na gente, daquilo que foi feito pra gente. Afinal, ninguém, além da tal coisa, se importaria se você a abandonasse ou não; as pessoas gostam de saber o que aconteceu com você no fim de todo o processo de desespero e não quando você o está realizando. Já não se sabe o que pensar a respeito dessa história de vida e nem do que ela, supostamente, está tentando nos dar; e voltamos a sentir medo das possibilidades, de perguntar para nós mesmos o que é certo e o que é errado. É muito mais fácil perguntar a um suposto amigo sobre nossa vida do que a nós mesmos, acredite. Ruim também é quando esse amigo ajuda você de modo a beneficiá-lo, isso sim é uma dor que se equipara a sofrer por um grande amor! Então você conhece novas pessoas, talvez volte a falar com as que decepcionaram você, mas essas são as que você fará novas juras de amizade até o dia em que acontecer tudo de novo; as mesmas dores, os mesmos palavrões, as mesmas e as piores mentiras que a gente (você e eu) pensou que nunca mais iria enfrentar. Iremos odiar tudo de uma hora para a outra ou da noite para o dia, quando o bicho papão está dando uma festa de falsidade e medo debaixo de nossa cama; a gente se encolhe no cantinho, abraça os joelhos, chora e quer sair correndo, fugir, mas o bicho está lá e, se pisarmos no chão, ele puxa a gente.

sábado, 11 de junho de 2011

Ausência

Seres humanos são incompreensíveis demais, mesmo que digam não ser. De certa forma, até tentam dar um jeito de se relacionarem com os outros, mas sempre acabam os decepcionando! Eu estou cansada de gente sem coração, cansada MESMO. Preciso de amor, não de gente diferente; preciso sentir o amor dos que comigo já estão, quero amigos e não supostas companhias! Quero voltar a sonhar coisas boas, quero ter a quem confiar meus melhores segredos sem que eu precise confiar em pedaços de papel ou blogs! E não é pedir muito, é só querer o necessário! Aquele papo de que ”a gente só quer o que não pode ter” virou um clichê muito do seu filho da puta. Quero as pessoas acreditando umas nas outras, quero que ambas consigam participar uma da vida da outra, não é demais; é o que temos de menos! No percurso da vida, vamos ferir alguém, fazer alguém sofrer, chorar, e vamos aprender a dizer te amo de forma inconsciente e consciente, mas, todavia, seremos feridos; vamos chorar e aprender que nos calarmos não é uma questão de derrota, mas a compreensão de que a vida é um ciclo onde aqui se faz aqui se paga. Não importa como vamos pagar, porém vamos pagar de algum jeito! A felicidade é uma conseqüência de que temos que fazer para merecê-la e tudo sempre será uma questão de você ser verdadeiro, não importa o caso ou acaso da vida. A verdade durante você existir tem de ser absoluta, na vida também mentimos, mas isso não nos dá o direito de sermos mentirosos por toda a vida, até porque a mentira tem suas intenções e intenções nem sempre são bem intencionadas.

domingo, 5 de junho de 2011

Dor

Já estou cansada dessa história de nunca termos tudo o que a gente quer! De que adianta, então, o sonho que venho mantendo, desde minha infância, de ser feliz? Na verdade, ninguém se importa em saber como que a gente está ou se um dia estivemos bem, ninguém vai querer saber a intensidade do sentimento que mantemos com outras pessoas, mesmo que isso envolva quem mais a gente ama. Todos querem amor, mas ninguém se dá conta de que precisa, além de tudo, merecer ser amado; onde há felicidade em se amar sozinho? Começa do mesmo jeito: uns beijos calorosos e abraços congelantes, e estamos perdidamente apaixonados! Os fortes se entregam e os fracos, como eu, ficam frente à decisão de acabar com tudo antes que tudo acabe com eles. Melhor uma decisão dessas antes de sofrer muito mais do que já sofremos por saber da existência de tal platonice, mas acredito que a escolha mais sábia ainda é ir fundo nesse relacionamento falho.
Todos entendemos o que são dores, mas ninguém consegue medir qual é a maior dor; talvez seja a sua ou a minha, é certo de que todas têm a mesma intensidade, de alguma forma. Não quero beijos os quais não posso sentir, nem declarações as quais não poderia nunca acreditar; quero acreditar que minha dor ao saber que sempre irei perder alguém que amo poderá, um dia, não mais me fazer chorar!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Arco Íris

De repente você está ali, pronto para nascer e dizer ao mundo para quê veio, daí se depara com a falsa ideia de saber quem você é. Você não pode, simplesmente, mudar, você precisa nascer sabendo o que será e o que irá fazer. Suas escolhas sempre irão partir de você, mas muitos irão tentar lhe influenciar. Negue ajuda, se maldade houver na intenção; negue abraços, se eles lhes serão facilmente roubados; negue sorrisos, se lhe parecerem amarelados e negue quem não lhe for conveniente. Um bom amigo não precisa lhe tratar diferente por você contar a ele que há diferenças entre vocês, um bom amigo lhe é igual sempre!
Tudo não passam de falsas primeiras intenções, aonde os primeiros olhares se confundem com as opiniões alheias. Cada um tem sua cor, como os olhos, e cada um precisa ser respeitado pela cor que seus olhos, ou pele, têm.


Postagens populares