quarta-feira, 31 de julho de 2013

Comigo

Tenho sentido falta de viver. Não que eu não tenha continuado sem você, não que as festas tenham ficado menos interessantes, nem que os garotos tenham se tornado mais garotos. Apenas garotos. É que a vida, a minha, me deu a oportunidade de me apaixonar; 'de novo?' que pensem assim, eu não me importo. Muitas foram as vezes em que derramei lágrimas por um homem no colo das minhas amigas, mas hoje eu descobri que as verdadeiras foram as derramadas pelo meu pai! E qual é a garota que nunca se apaixonou? Correto, nenhuma. Mas e as que amaram? Correto, várias. Agora, qual delas sabe o que é o amor? Correto.. errado, talvez. Quando uma garota se apaixona ela corre riscos; de sorrir demais, de falar demais, apegar demais e chorar demais. Meninas, namoro termina, romance mau resolvido não. E a gente só entende a diferença quando passa por isso, quando termina sem motivos.. eu me enganei, existe sim dar um tempo no relacionamento, aliás, no romance. Nós dois demos um tempo. Eu não sei como você está, você faz ideia de como estou, e ambos sabemos como seria se ainda estivéssemos 'juntos'; pela primeira vez na vida eu entendo e sinto o que é ter certeza quando alguém vale a pena, tipo eu. Você sabia disso? Você sabe o que é sentir que você mesmo vale a pena? Deixa que eu lhe mostro, deite seu rosto em meu peito novamente, durma comigo, segure minhas mãos, me carregue.. eu não decepcionaria você, pode se apoiar em mim, eu lhe seguro, lhe amparo, lhe cuido. A sua vida é intensa, não é? Cheio de amizades, a maioria por interesse, cheio de comes e bebes, a maioria lhe faz mal, e cheia de ser lobo solitário como tema. Não, seu destino não é ficar sozinho, ser sozinho acaba matando, mesmo que aos poucos.. seu destino não é ser sozinho porque eu quero deixá-lo diferente; porque seu destino é, simplesmente, ficar comigo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Povo marcado, povo feliz!

Hoje o dia amanheceu digno de lembranças, daquelas que nos deixam nostálgicos por muitas e estáticas horas; hoje amanheceu chovendo. Não uma chuva de instante, mas uma chuva de inverno, do inverno do meu Pará! O dia está com cara de fazenda, de sítio; o cheiro da terra molhada me traz lembranças limpas do repartimento, da passagem do gado, dos peões bagunçando meu cabelo e me chamando de 'baixinha'. De ir dormir às oito da noite, porque a mata é boa pra se conseguir descanso, e de acordar às seis da matina, pois o galo gosta de trabalhar ao nascer o sol. Lembro que minha primeira tarefa do dia era ver meu pai na ordenha; laçava e amarrava a vaca, mantinha o bezerro por perto e, na úbere, garantia nossa primeira refeição do dia. Não era sempre o galo o primeiro a me acordar, o frio que fazia na mata era de rachar os dentes; dormía de meia, calça e agasalho de algodão, o mais grosso que poderia vender na cidade; o dessa manhã não rachou nada, mas deu um aperto no peito ao sentir, um pouco, tudo o que eu sentia antes. Cada rez nascida num ano, era a alegria estampada no rosto dos que participavam da ferra do gado no mês de julho; a ferra era só mais um motivo de reunir os amigos e familiares numa brincadeira que envolvia trabalho sério e árduo ao sol fervente. O que para alguns é monótono, para mim é uma forma boa de se viver; que a chuva caia devagar ou que o friozinho permaneça, o tempo passa muito rápido e as próximas cavalgadas nunca mais serão as mesmas!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Reviver

Mas, às vezes, as coisas que mais desejamos são aquelas que mais teremos por instantes do que por uma vida; e instantes são memoráveis, são aqueles momentos em que nos lembramos das melhores coisas vividas olhando para o teto, ou quando fechamos os olhos e sorrimos a sós. Os instantes nos fazem crer que, mesmo em momentos ruins, fomos felizes um dia; que mesmo que as lágrimas nos impeçam de sorrir instantaneamente, o sorriso já estaria guardado quando parássemos de chorar. As pessoas nos magoam sem perceber, nos chateiam de inúmeras maneiras; se deixarmos, magoarão por prazer. Nos resta continuar a ter fé em Deus, antes de termos fé em nós mesmos, pois pouco tira-se do conhecimento alheio e pagão; e não basta deixar que outro nos faça feliz se não nos preocuparmos em felicitar à nós mesmos. A regra agora é seguir as regras antigas, aonde tudo era vivido por partes, aonde tudo tinha seu tempo e esperávamos esse tempo chegar; ser feliz sem medida, aguentar os dias de tristeza, levantar a cabeça e fazer, de cada instante, uma vida.

terça-feira, 25 de setembro de 2012


















Eu tenho medo de me envolver demais, de deixar de me envolver;
de perder alguém importante, de alguém me perder.

Sou insegura em cada pouca escolha;
das minhas roupas, às estoráveis e tentantes bolhas.

Tenho vontade de casar de repente, fingir que não há dor;
provar que há amor entre a gente.

Jogar para o alto cada segundo angelical;
brincar de pega-pega, arrebentar o varal. 

Sinto saudades daquela moça que muito rebola;
ainda guardo, na lembrança, os beijos que lhe roubei na escola.

Gastei tempo demais festejando;
no auge da mocidade, acabei me apaixonando.

Agora o mundo gira incerto;
penso que não mais quero aquela moça por perto.

Desejo deixá-la de lado, simplesmente por deixar;
não por não mais estar apaixonado, mas pelo sofrimento que tive
por, um dia, ela já ter me deixado.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Voar

Um dia tu acordas te dando conta de que não há mais para onde ir, que não há mais o que fazer e que não há mais ninguém para te acolher. Tu te levantas e percebes que não existem mais motivos para olhar o nascer do sol se não houver alguém ao teu lado para ficar, de boca aberta, admirando-o. Que não há mais o que esperar da força do vento já que, muitas vezes, ele te traz até o que tu não queres. Tu perdes a noção quando nem mais enxergas tua chance de escapares do mundo aterrador, quando não exergas nada à frente, quando nem percebes mais que tens asas. Às vezes tu lutas para não compreender tudo o que está em tua frente; talvez por teimosia ou, simplesmente, por não querer ficar cara a cara com a verdade. Tu tentas correr, mas tuas pernas não te suportam; desejas gritar, mas tua voz se perde na tentativa; tentas de tudo possível com esperança de que tudo irá se ajeitar, que tudo poderá mudar e que teus momentos de desencontro com a fé irão sessar... Não importa o que tu faças, se o esforço é grande ou não, tu vais te desempenhar a tentar, com a certeza de que bastar-se-á no "tentar".


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