terça-feira, 31 de julho de 2012

Não para, não, não para

Não há algo mais irritante de se ouvir, do que o tique taque de um relógio! Não sei dizer se é por conta dos ponteiros movimentarem-se incansavelmente de forma horária, ou se é porque tenho certeza de que isso nunca terminará. De Onenx à Rolex, as posições dos números são as mesmas, ou seja, uma hora irão sincronizar-se e ninguém irá perceber; irritante também é ver que vivo preocupado com a hora, em saber quantos minutos faltam para chegar tal ora, ou quantos segundos passaram depois de ter chegado a algum lugar.
Vida acaba sendo todo o tempo que eu levo contando a alguém que, no fim, eu sempre estou atrasado; que não importa quantos minutos a menos eu levo me arrumando se o ônibus que eu espero demora mais a passar, que eu saia mais cedo do trabalho se vou precisar passar em outro local antes de almoçar com minha esposa, ou que eu compre o almoço mais cedo se acabo por perder o começo daquele meu futebol do final de semana que tiro pra descansar.
Acabo vendo, no decorrer de tantos horários desfeitos e perdidos - às vezes, até, acrescentados -, que minha vida caminha como um ponteiro que, horariamente, tique taqueia numa rotina humilhante e decadente de perda de tempo.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um adeus, para quem sabe que está apaixonado, dói muito mais do que a saudade que a distância deixa.

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