terça-feira, 26 de abril de 2011

L3

Ninguém poderá explicar, um dia, tudo aquilo que pude ser capaz de viver nem em minhas primeiras vinte e quatro horas de liberdade. Sabe quando você tem certeza de que viveu os melhores momentos que você poderia viver tudo de uma só vez? Então... Não sei como definir a sensação que passou por mim desde o primeiro contato; um contato tímido até, cheio de dúvidas, mas S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L. Como dizer que não havia o que conversar se de tudo comentamos? Que emoção foi aquela, aqueles olhares, aquela sensação de que já os conhecia há tempos... O que era aquilo? Amigos verdadeiros são assim. Eles não demonstraram se importar se eu fosse a algum lugar com eles, não se importavam em não se importar; mas seria de suma importância que eu fosse. Não sei o porquê estavam lá, não sei se apareceram do nada ou outra coisa, mas chegaram para serem minhas pedras, meus amores, meus amigos. Amo-os como se tivéssemos crescido juntos, como se em uma semana conhecêssemos tudo uns dos outros, como se até mesmo eu tivesse o poder em mãos de dizer por qual motivo Deus os colocou em minha vida, qual motivo bom.
Não quero precisar chorar de saudade só para ter certeza do quanto que JÁ os amo, nem mesmo esperar meses a fio só pra saber se poderei vê-los ou não, afinal... Quando os verei? Ninguém sabe, ninguém arrisca e ninguém entende o porquê que não HOJE! Será difícil de entender que quem mora num coração precisa estar sempre por perto? Amigos verdadeiros não são assim. Até se importam em sempre se importar que eu vá ou não, mas será de suma importância nunca me deixar sozinha. Não estou mais sozinha e onde quer que estejam, festejando ou não, meu coração aqui bate na esperança de encontrá-los em breve com os mesmos sorrisos, pandeiros, cavacos, tambores e almas.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Desafio





Olho em teus olhos, ferozmente, e descubro dor
Vem olhar nos meus, vem aqui me encarar...
Tens coragem de me fitar?
Não passas de um amador!

As cenas tu criaste, os beijos tu roubaste
Por medo não me afastei.
E com teu, dito, esforço, nem ao meu lado ficaste;
Peço a Deus para que não voltes,
Pois já não te quero, agora, eu sei!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Fit

O que esperar deste futuro? O que esperar para alguém que não sabe nem onde está pisando? Agora sei que estou só, precisando de carinho. Já desmereci o carinho dos amigos, preciso de alguém, não sei se dele, mas de alguém como ele. Não por ser otário, mas por me entender, alguém para brigar comigo, pra dizer que gosta de estar comigo... E não tem ninguém, nunca teve alguém... Se pude por um longo tempo dizer que estive feliz quando com ele, hoje já não sei se é felicidade que sinto ao saber que está muito longe de mim! Será que a falta que sinto dele não é fruto de comodismo? Mas como posso ainda estar acostumada com algo que há tempos não ponho em prática? Perco-me por não entender se o melhor foi tê-lo deixado a esmo ou ter dado certeza a ele de que sempre estarei no mesmo lugar se ele ousar me procurar. Desejaria nunca ter me apaixonado ou, se o caso fosse nunca ter dito que estava completamente envolvida.
Desejo constantemente encontrar a quem dar flores, canudinhos enrolados, cartas, corações em origami, ovos de páscoa ou qualquer outra coisa, só para ganhar um abraço e, consequentemente, um beijo. E quero beijos calorosos, os quais sinto falta; abraços envolventes, os quais não mais senti; cartas, as quais jamais recebi; quero conhecer gente nova, ter, em especial, um mesmo alguém para dar muitos beijos quando eu quisesse. Quem sabe quem me dê muitos beijos quando eu não precisasse pedir, ou implorar, ou brigar para poder ter! Poderia eu encontrar o beijo que pudesse se 'encaixar' ao meu? Poderia eu encontrar os lábios, que não fossem os dele, que pudessem entrar em sintonia com minha língua? Se posso eu não sei, mas que encontrarei um dia, ah meu amor, eu devo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Si fallor, sum


Deixo-te ir, sofrimentos serão superados! Acho que tu pensas que sou desesperada, que me mato por te querer e que tu podes ser capaz de fazer alguma diferença na minha vida. E se eu te contar que estás redondamente enganado? Pensas que a ingenuidade que resta em mim é ampla, e sinto decepcionar-te! Não me subestime se sabes que sou muito pior do que tu; podes achar estar seguro, mas posso estar te vigiando, cuidado. Lembro-me de que tentavas demonstrar superioridade inexistente, que me dava nojo, a fim de me encantar; tolice. Os momentos em que pensavas me dominar eram falsos, assim como todas as palavras que me dissestes quando me apaixonei por ti, eu apenas me deixei levar. Corroboro que fomos impecáveis debaixo dos lençóis (mesmo que não precisássemos deles), mas, depois de tudo o que me fizestes, sabes quantos orgasmos tive de fingir para o teu dia de glória declarada ser completo? Desista nas contas! Eu não quero alguém que precise de coroa para sentir-se rei, quero um rei que me dê valor e faça-me juras de amor até eu sentir-me rainha. Desça do topo que achas que estás antes de caíres e não poder mais levantar-te. Não me ignora por ser justa e desacreditada contigo, só não sei se este pedido é para o teu bem. Desejo-te como desejei desde o princípio, quem sabe até mais, mas não me tornarei submissa aos teus desejos de me fazer sofrer; não posso mais aceitar! E não sei se já nem te quero, só sei que não te quero deste jeito.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Anjo

Eu já havia o visto andando, meio sem rumo, pelos cantos da cidade, eu já sabia que aquele homem em forma de anjo vagava pelo mesmo caminho que eu, mas eu não fazia idéia de que a existência dele poderia significar tanto para mim. O nome que carregava era forte e curto, suas roupas pareciam das chiques grifes americanas, mas aquele moreno misturado nacionalmente era perfeito ainda mais por ser brasileiro. Por que ele mal falava comigo? Ele me evitava tão maliciosa e rudemente, que fazia-me querê-lo muito mais. Eu me envolvia com aquele homem de uma forma tão fácil, que só uma idiota, feito eu, poderia cair na dele. Ele é tão imbecil que não se dá conta de que há alguém, há eu, querendo cuidar daquele corpinho. Aquele corpo musculoso, desenhado a mão e perfeito em cada detalhe. Ele não deve ter todos os detalhes do corpo perfeitos, todo aquele charme e... Ele é perfeito!

                                 

Vou ignorá-lo, não, vou desprezar seus encantos, melhor, vou matá-lo! Matá-lo com todo o amor e carinho que eu tiver e puder oferecer e com todas as forças que o fará se arrepender amargamente de me fazer pensar nele o dia todo. E vou criar coragem, não vou tremer ou gaguejar, suar frio ou fazer qualquer coisa que me impeça de chegar à cara dele e dizer com todas as letras: Eu Te Amo!

domingo, 3 de abril de 2011

Os Amantes de Teruel


Estranho seria não sentir raiva ao ver certas coisas corretas serem tratadas como erradas! Tanta gente pensa ter encontrado o amor e, no final, acaba por desvendar que tudo não passou de uma paixão. Meus amores incondicionais começaram com simples conversas e troca de informações, acabaram tornando-se explicações por ambas as partes... Amar é possuir? Então qualquer coisa que tivermos em mãos é amor! É sentir saudade? Então qualquer pedaço de despedida torna-se dolorosa! É sentir o cheiro da pessoa em qualquer lugar? Então já sei que o cheiro do meu quarto é o que exalo de mim mesma, pois não há perfume melhor do que o cheiro da pele dele, que tanto amo e venero, saindo de dentro de mim! Admiro estatuetas por estarem em perfeita sintonia com o que o artista queria expor; elas não precisam passar pelas mesmas dores reais pelas quais todos passam, mas, se mudado apenas um detalhe, ela é capaz de sentir tudo o que sentimos. E, pior ainda, é capaz de demonstrar aquilo que sinto por ele! Pequenas coisas fazem com que meu amor desesperador tenha toda esta proporção que tem; se meu coração se enche de coisinhas, tem-se a certeza de que há um motivo para amar. E ter um alguém que se sente, se espera, sente falta, se proíbe, se permite, se aguenta, se AMA, então tenho tudo de mais correto para que algo possa dar completamente errado.

Xupaosso

Ajudaria muito se eu pudesse entender o "por que" de tanto sofrimento! Não aconteceu nada demais, não deveria ter acontecido tanto assim. Vou contra os meus desejos e peço, incansavelmente, para que eu consiga arrancá-lo de dentro de mim; houve um grande envolvimento, meu corpo ligado no dele sem nem precisar de faíscas, e isso não deveria ter se consumado!
Não é amor, não é possível que seja esse sentimento tão degradante em tão pouco tempo. Ta acabando comigo, de novo, como se fosse um grande desafio onde eu não soubesse nem como reagir com ele. Aliás, ele é do tipo de pessoa que não se incomoda se estiver incomodando. Ele não fala nada a respeito de nós dois, finge que não aconteceu nada como se nossos encontros fossem lances de férias e carnavais. Como se quisesse me fazer entender que nunca passaremos de um caso; será que ele está bem? Se não fosse meu GRANDE amigo talvez eu nem me importasse em saber, ou talvez seja este meu problema... Somos, somente, amigos.

sábado, 2 de abril de 2011

(Des)Igual

Eu não sou um animal; mesmo se fosse, sentimentos ainda teria! Ando sendo humilhada pelas pessoas que eu tanto amo e ando detestando cada segundo que passo ao lado dos que, por obrigação, deveriam me amar também. Sinto tanta raiva que chego a tremer! Já não encontro respeito em minha própria casa, mas presencio a dor como se fosse um presente glorioso dado pelos céus. O choro repentino é como se estivesse virado o melhor dos meus sorrisos, e meus soluços as melhores gargalhadas. Dói ver que as pessoas que vivem ao meu lado tentam, por força, não serem falsas; mas dá uma certa alegria saber que eu, o melhor dos exemplos, não me tornei igual à elas.



Ôca

Notícias chegam sempre de surpresa, não  importam-se em ser boas ou ruins, mas é fato que estragaram tudo o que ela já havia planejado. Saber que estava grávida a fez, de imediato, criar toda a responsabilidade que não havia adquirido durante anos. Qual a sensação em ser mãe? A melhor! Ela começou a prestar mais atenção ao redor, passou por lojas infantis e imaginou mil lugares em que poderia estar ela seu bebê, felizes. Fez os primeiros exames e estava tudo bem, perfeito até demais, quando descobriu que NUNCA existiu um bebê.
Qual a sensação ao esperar alguém nunca virá? A pior! Nada mais fez sentido para ela; sua barriga continuou crescendo, havia leite, havia amor, só não havia alguém que ela pudesse amar. Mesmo que a verdade doesse demais, deixou claro que suportaria as dores de um parto. Você não espera que uma criança possa mudar sua vida, de repente a ausência da dela a fez desejar ainda mais a possibilidade de tê-la em seus braços. Não se recorda de quantas vezes chorou ao ser perguntada "qual o sexo do seu bebê?", jamais ela saberia!
E já havia virado notícia como a "mãe do vento"; tratou-se como ôca mesmo sem descartar as dores nas costas em consequência de uma barriga enorme. Nove meses esperando para, desesperadamente, se despedir do seu maior sonho e anos ficou a sofrer depois de ter passado uma hora parindo o vento.   #amamãeaindateamamuito

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Amor ou Dinheiro

Alguns homens acham que para conquistar uma mulher basta comprar-lhes joias, sobrepondo o materialismo ao emocional, mostrando dessa forma o quanto são TOLOS quando o assunto é psicologia feminina. Hoje, o homem, uma boa parte deles, mudou seus hábitos no relacionamento. Antigamente eles não se intimidavam em demonstrar seus sentimentos por meio de serenatas e cartas de amor na calada da noite, as cartas por vezes vinham acompanhadas de bombons, eles eram muito mais fantasiosos e ganhavam o coração das mulheres de uma forma mais romântica e briosa. O romantismo degradou-se em função do capitalismo, onde os lucros são mais importantes do que os sentimentos; estes sim, movimentam o homem com um objetivo promissor, enquanto o dinheiro degrada a sociedade e corrompe a mentalidade das pessoas.

Clown

Eu queria poder dizer algumas palavras à ele, mas, de alguma forma, ele me faz esquecer a fala. Perco-me nas ideias quando lembro daquela cor perfeita de pele, dos cabelos e olhos castanhos e da voz que me hipnotizava quando tocava o meu rosto demasiado.
Odeio aquela voz, odeio aquele cabelo, odeio o que ele faz, odeio quando ele anda, odeio quando ele olha... eu amo-o! Não sei o que me dá quando resolvo ligar para ele, aparentemente ele gosta que eu me humilhe, feito palhaça, com palavras doces, mas não o farei mais. Eu não deveria permitir que meus sentimentos virassem motivo de autoestima para o cara que mais me fez sofrer silenciosamente, mas de quê adianta?
Contrario minhas próprias palavras, não consigo viver sem ele e ainda não consigo fazer da existência dele algo que possa ser esquecido por completo! Mas ficar sem vê-lo é um grande martírio, se ficar sem tocá-lo sou capaz de surtar e se eu não o ouvir, não haverá mais gosto em viver. E minha morte significará que ele, por amor e medo, chegou a morrer.

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