quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rosas

Embora eu desejasse cada pedaço de um coração, detestaria qualquer momento em que eu estivesse amando sem ser amada. Encontrá-lo diversas vezes já não era tão esperado, visto que passei muito tempo esperando por ele; entenderia ele que não nos pertencemos mais? Aceitaria eu não o ter para mim? Difícil possa ser deixá-lo partir já que, por muito, pretendo deixá-lo ficar; das rosas que recebi e deixei viver, ergui vasos coloridos de cinzas rosas mortas; noites mal dormidas pela insônia de esperar ele chegar, dias escuros e de muito sono nas brigas em que abri a porta para ele sair. Não o quero mais como queria, e desejaria nunca tê-lo deixado morrer dentro de mim. Embora eu não mais o tenha visto, eu me escondo quando acho tê-lo encontrado; enquanto aqui me desmancho por não saber se desejo e desgosto são aliados, ali o deixo sozinho na certeza de que nunca o amei como o detestei em toda a minha vida.

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