domingo, 3 de abril de 2011

Xupaosso

Ajudaria muito se eu pudesse entender o "por que" de tanto sofrimento! Não aconteceu nada demais, não deveria ter acontecido tanto assim. Vou contra os meus desejos e peço, incansavelmente, para que eu consiga arrancá-lo de dentro de mim; houve um grande envolvimento, meu corpo ligado no dele sem nem precisar de faíscas, e isso não deveria ter se consumado!
Não é amor, não é possível que seja esse sentimento tão degradante em tão pouco tempo. Ta acabando comigo, de novo, como se fosse um grande desafio onde eu não soubesse nem como reagir com ele. Aliás, ele é do tipo de pessoa que não se incomoda se estiver incomodando. Ele não fala nada a respeito de nós dois, finge que não aconteceu nada como se nossos encontros fossem lances de férias e carnavais. Como se quisesse me fazer entender que nunca passaremos de um caso; será que ele está bem? Se não fosse meu GRANDE amigo talvez eu nem me importasse em saber, ou talvez seja este meu problema... Somos, somente, amigos.

sábado, 2 de abril de 2011

(Des)Igual

Eu não sou um animal; mesmo se fosse, sentimentos ainda teria! Ando sendo humilhada pelas pessoas que eu tanto amo e ando detestando cada segundo que passo ao lado dos que, por obrigação, deveriam me amar também. Sinto tanta raiva que chego a tremer! Já não encontro respeito em minha própria casa, mas presencio a dor como se fosse um presente glorioso dado pelos céus. O choro repentino é como se estivesse virado o melhor dos meus sorrisos, e meus soluços as melhores gargalhadas. Dói ver que as pessoas que vivem ao meu lado tentam, por força, não serem falsas; mas dá uma certa alegria saber que eu, o melhor dos exemplos, não me tornei igual à elas.



Ôca

Notícias chegam sempre de surpresa, não  importam-se em ser boas ou ruins, mas é fato que estragaram tudo o que ela já havia planejado. Saber que estava grávida a fez, de imediato, criar toda a responsabilidade que não havia adquirido durante anos. Qual a sensação em ser mãe? A melhor! Ela começou a prestar mais atenção ao redor, passou por lojas infantis e imaginou mil lugares em que poderia estar ela seu bebê, felizes. Fez os primeiros exames e estava tudo bem, perfeito até demais, quando descobriu que NUNCA existiu um bebê.
Qual a sensação ao esperar alguém nunca virá? A pior! Nada mais fez sentido para ela; sua barriga continuou crescendo, havia leite, havia amor, só não havia alguém que ela pudesse amar. Mesmo que a verdade doesse demais, deixou claro que suportaria as dores de um parto. Você não espera que uma criança possa mudar sua vida, de repente a ausência da dela a fez desejar ainda mais a possibilidade de tê-la em seus braços. Não se recorda de quantas vezes chorou ao ser perguntada "qual o sexo do seu bebê?", jamais ela saberia!
E já havia virado notícia como a "mãe do vento"; tratou-se como ôca mesmo sem descartar as dores nas costas em consequência de uma barriga enorme. Nove meses esperando para, desesperadamente, se despedir do seu maior sonho e anos ficou a sofrer depois de ter passado uma hora parindo o vento.   #amamãeaindateamamuito

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Amor ou Dinheiro

Alguns homens acham que para conquistar uma mulher basta comprar-lhes joias, sobrepondo o materialismo ao emocional, mostrando dessa forma o quanto são TOLOS quando o assunto é psicologia feminina. Hoje, o homem, uma boa parte deles, mudou seus hábitos no relacionamento. Antigamente eles não se intimidavam em demonstrar seus sentimentos por meio de serenatas e cartas de amor na calada da noite, as cartas por vezes vinham acompanhadas de bombons, eles eram muito mais fantasiosos e ganhavam o coração das mulheres de uma forma mais romântica e briosa. O romantismo degradou-se em função do capitalismo, onde os lucros são mais importantes do que os sentimentos; estes sim, movimentam o homem com um objetivo promissor, enquanto o dinheiro degrada a sociedade e corrompe a mentalidade das pessoas.

Clown

Eu queria poder dizer algumas palavras à ele, mas, de alguma forma, ele me faz esquecer a fala. Perco-me nas ideias quando lembro daquela cor perfeita de pele, dos cabelos e olhos castanhos e da voz que me hipnotizava quando tocava o meu rosto demasiado.
Odeio aquela voz, odeio aquele cabelo, odeio o que ele faz, odeio quando ele anda, odeio quando ele olha... eu amo-o! Não sei o que me dá quando resolvo ligar para ele, aparentemente ele gosta que eu me humilhe, feito palhaça, com palavras doces, mas não o farei mais. Eu não deveria permitir que meus sentimentos virassem motivo de autoestima para o cara que mais me fez sofrer silenciosamente, mas de quê adianta?
Contrario minhas próprias palavras, não consigo viver sem ele e ainda não consigo fazer da existência dele algo que possa ser esquecido por completo! Mas ficar sem vê-lo é um grande martírio, se ficar sem tocá-lo sou capaz de surtar e se eu não o ouvir, não haverá mais gosto em viver. E minha morte significará que ele, por amor e medo, chegou a morrer.

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