terça-feira, 9 de agosto de 2011

Reciprocidade

Ele era a minha melhor forma de "vida", a pessoa que eu mais zelava neste mundo, e ele me deixou! Não houve explicação, qualquer palavra que saía dos lábios dele eu não era capaz de entender, sem perceber, deixei a dúvida transparecer em meu rosto. Amava-me de um jeito que eu gostava, eu estava feliz, mas ele não estava. Naquela noite de Outubro eu não esperava mais nada pior, aquilo acabou comigo naquele instante e de nada adiantaria falar alguma coisa. Aceitei ser amiga dele, amiga dos amigos dele e amiga da garota que ele amava mais do que a mim! Chorei em todos os momentos em que aquele pensamento parava em minha cabeça; tentando esquecer,eu sorri, cantei e dancei, mas por dentro eu já havia morrido. E hoje eu sofro por amá-lo como uma pessoa que faz a minha "melhor pessoa", feliz. O fato de não estarmos juntos não me incomoda, já que pouco estivemos, é o fato da situação estar do jeito que está que está me matando aos poucos. Eu amo-o de um jeito que nunca amei alguém, de um jeito que não passa, de um jeito que me faz chorar e de um jeito que me faz ter algo que nunca tive na vida: esperança. O que ele sentia por mim era carnal e ele não sabia, as palavras dele provavam isso, mas elas também provavam o quanto ele gostava de estar perto de mim, o quanto gostava dos meus carinhos, dos meus beijos, de mim; nem por perto ele está, se chegar a ficar é porque nossos amigos estarão perto também... É como se ele tivesse medo de eu atacá-lo, eu quero muito isso, mas o respeito o suficiente para conter os meus desejos. Tento chorar e nem caem pingos, aparentemente, minha fonte de lágrimas secou; reconheço meu desespero em, agora, trocar carinhos com outras criaturas, por ser recíproco; infelizmente, reconheço, também, que quem me faz infeliz pro meu bem, é competente o suficiente para fazer com que essa fonte se encha de novo.

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