segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cansaço


Imagina uma menina apaixonada arranjando seu primeiro namorado, meu desejo tomava conta do meu corpo e do corpo que pertencia a mim; enquanto os olhos dele diziam "você me faz muito bem", os meus só tinham o poder de suspirar. Fomos felizes até o dia em que nossos encontros pararam de ser virtuais; marcamos de nos ver num lugar em que ambos gostávamos; vimo-nos, ele sorria e eu mal respirava. Rapidamente viu-se que quem ainda estava naquela relação era, tão somente, eu; tanto chorei nos braços das madrugadas, até o dia em que diferenciei amor e solidão. As conversas cessaram, os olhos piscaram, bebidas rolaram, mas nada do sofrimento parar; o tempo passou e acabamos por nos encontrar, nossos amigos eram os mesmos, grandes amigos. Ele me olhou e disse que "estava com saudades, você está linda!", sem hesitar respondi-lhe "pois é, você sumiu", sim, eu havia esquecido dele, dos seus lábios, do seu cheiro, sua voz... Imaginei-me como uma criança que, se pudesse, mostraria-lhe língua ao invés de gritar que CANSEI! É, cansei dele e das promessas que ambos fizemos um ao outro no tanto que achamos que nos conhecíamos; se o amor morreu eu não sei, agora eu vou fazer do meu jeito; a questão não é, simplesmente, abandoná-lo, é, apenas, apagá-lo de minhas esperanças; já desisti de esperar por algo bom agora que sei que nada de bom ele é capaz de fazer. E eu vou dançar, jogar pesado, e realizar muitas das coisas que não fiz porque perdi muito do meu tempo pensando nele; eu já não sofro, eu lamento.

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